Monday, March 12, 2012

Custo da versão digital versus versão impressa

Estava lendo uma reportagem na Info quando tive a curiosidade de clicar no que eu achei ser a divulgação da revista na banca, mas na verdade era uma propaganda para assinatura. Bom, fiquei curioso, porque vi que há uma versão digital sendo comercializada.

Enfim veja o printscreen tirado da tela na data de hoje.




Alguém me explica a lógica ?

A versão "Impressa e Digital" saí por 1 ano (12 meses) com um adicional de 6 meses grátis por 10 parcelas de R$ 16,42 (pode clicar na imagem para ampliar, caso seja preciso) enquanto a versão puramente digital pode ser assinada por um período de 18 meses ao custo de 10 parcelas de R$ 20,33. Se minhas contas não estiverem errada, é aproximadamente 23,8 % mais caro comprar apenas a versão digital. O mesmo "problema" é observado na assinatura de 3 anos, o custo adicional da assinatura apenas digital é de 17 % aproximadamente.

Sabe, eu entendo que existem custos na versão digital. Que deve haver um modelo de distribuição, etc e tal, mas não tem cabimento que a versão digital seja mais caro que o combinado da versão digital com a versão impressa.

Eu deixei de comprar a Info quando o espaço para guardar aquele trambolho (a edição tinhas dezenas de páginas) acabou e o trabalho que deu para jogar tudo fora foi grande.

Se eu tivesse a oportunidade de comprar a versão online ao custo de pelo menos 50 % do valor da versão em papel, ia para lista de coisas a fazer logo. Eu estou sendo otimista demais ? Estou, mas não preciso ser tão otimista. Só o fato de eu não ter que carregar a revista, não ter que guardá-la ou jogá-la fora já me seria um bônus. O que não dá é que eu tenha que pagar MAIS para acessar a revista no modo online. Eu sinto como se esse custo adicional fosse o custo do lixeiro, ou seja, do trabalho que eles mesmo têm de jogar a contraparte em papel fora... Se bem que do jeito que essa revista tinha papel, dá para ganhar uns centavos vendendo para reciclagem...

Sunday, March 04, 2012

idhardware: detectando o hardware no GNU/Linux

Depois de mais ou menos 2 anos e meio cozinhando esse script eu libero o "idhardware" (utilize o salvar como clicando no link com o botão direito). [update] Atualizei o arquivo para incluir a licença (GPL 3 ou superior). [/update]

Esse script executa uma série de comandos que permite identificar quase tudo que há no seu computador. Da versão da BIOS as últimas mensagens do log. Entre os programas executados temos o lshw, dmidecode, lspci, lsusb, hdparm, free, ifconfig, netstat, route, iptables, lsmod, dmesg. Além disso, vários arquivos são verificados, tais como /etc/fstab, /etc/mtab, /proc/meminfo, /etc/resolv.conf, entre outros.

O programa não vai dar erro se um aplicativo não existir nessa máquina, apenas vai incluir no output a informação "aplicativo não encontrado"

Para melhor uso e portabilidade eu não quis integrar o comando sudo ao script, mas muitos dos comandos requerem permissões administrativas.  A saída está direcionada para a tela, porém a melhor forma é direcioná-la para um arquivo. Para dizer a verdade, considerando que é quase impossível ler o que está na tela caso tudo seja jogado no terminal, a única forma interessante de usar o arquivo é direcionando a saída para um arquivo.

Ou seja, eu sugiro que como root execute:
idhardware >relatorio.txt


Se preferir, utilize o sudo
sudo idhardware > relatorio.txt
nesse caso, alguns ajustes podem ser feitos, por exemplo, colocando o caminho completo da localização do arquivo, tipo:
sudo /caminho/para/o/local/de/idhardware > relatorio.txt


Antes de usar o script é necessário torná-lo executável digitando no terminal, no diretório onde está seu script, o comando " chmod +x idhardware " ou pelo seu programa gráfico favorito.


Tradicionalmente, um script desses irá ser alocado em "/usr/local/bin" ou no seu diretório binário pessoal "~/bin" a escolha é sua. Mas caso o caminho selecionado não seja reconhecido pelo comando sudo (ou pelo root) será necessário incluir o caminho completo para a execução do script.

Bom uso.

Monday, February 20, 2012

Quais são as informações realmente importantes ?

Estou aproveitando esse carnaval para processar e organizar coisas e listas. Organizar o quarto, colocar ordem no meu computador, nas listas, nas dicas que guardo comigo, processar os mais de 300 itens do Read It Later, e por aí vai.

Para tanto decidi voltar a usar o Dokuwiki. Instalei ele no meu próprio servidor, mas dentro de um diretório que está no dropbox, resumindo, tenho a pretensão de usar o meu wiki de qualquer máquina que eu tenha um posto de trabalho com GNU/Linux e a combinação Apache+PHP (a rigor, um servidor web e o suporte ao php, não precisa ser o Apache !).

O que me levou a escrever esse tópico foi um ato consequente. Ao longo do tempo eu colecionei várias dicas em formato ODT e PDF. Eis que agora vou migrando essas informações para o Dokuwiki e vejo que a cada 10 (Dez) arquivos um ou dois estão sendo aproveitados. Os demais ? Lixo.

Também, como disse, estou processando links do Read It Later. Desde antes do fim de 2011 não processava a lista. E nele a sangria é ainda mais assustador. Nem tenho como relatar a quantidade, mas é um tal de "porque marquei isso mesmo ?", "porque eu quis essa dica ?", "tá, legal, mas o que eu faço com isso agora ?", etc.

Na organização física do quarto as observações se mantém.

Então eu me perguntei: "Quais são as informações realmente importantes ?"

Há uma quantidade grande de informações que depois de algum tempo deixa de ser interessante. Da mesma forma que notícias de jornais, que muitas vezes lemos agora e esquecemos depois e nada daquilo aproveitamos ou aplicamos em nossa vida.

E aquelas informações que eu quero manter ?
  • Referências de tabelas e dados com os quais trabalhamos todos os dias. 
  • Informações, referências (bibliografias ou bookmarks), registros, manuais, notas de garantia, comprovantes necessários, listas de livros, DVDs, contatos, etc a serem lidos/estudados/preservados/dados/passados adiante (e, preferencialmente, com um encaminhamento nessas ações), etc
  • Dicas que posso converter em ações para melhorar qualquer um dos meus projetos, inclusive os de natureza pessoal. Mas nesse caso, estou resumindo informações contida nos textos para melhor organizar tudo.
  • Ideias.
  • Arquivo mantido por questões históricas ou pessoais, ou seja, documentos que são tão relevantes quanto um livro que eu queira manter.

Tuesday, January 24, 2012

Redes sociais

Tem algum tempo que escrevi sobre minha organização em redes sociais e prometi que detalharia melhor o assunto. Porém, o tempo passou e nada mais pode ser levado em consideração.

Isso prova uma coisa, que eu já deveria saber desde aquela época: as redes sociais são muito dinâmicas. Quer deixar para falar alguma coisa depois ? Não faça isso, ou fale ou não fale, não diga que falará, porque se não tiver tempo nada dirá, o que tinha a dizer não mais será útil e não poderá fazer nada.

Atualmente, sou registrado em um número desconhecido de redes e/ou pontos de interação social, mas foco em apenas duas: Facebook e o Google+ (Google Plus).

Sobre as redes sociais, alguns pontos são notáveis:
  1. Quanto maior o meu envolvimento com redes sociais, menor é a quantidade de coisas que escrevo no blog. Motivo simples: se tenho apenas um comentário a fazer, isso vai para rede social. Os tópicos tendem a ficar mais longos (como se no meu caso isso fosse bom ! Os tópicos aqui já eram longos demais) e detalhados. A dinâmica do dia-a-dia vai para a rede social.
  2. Redes sociais funcionam tão bem quanto a sua capacidade de encontrar bons amigos. Se não gosta de jogos e todos os seus amigos online somente fala disso, pouco ou nada terá a compartilhar e dialogar. Na verdade, isso é muito desagradável.
  3. Redes sociais apresentam grupos temáticos bem distintos: pessoas que você conhece na vida real e ainda tem contato e pessoas que você conhece mais pertencem ao passado, contatos formados pela rede devido a interesses profissionais ou sociais ou hobbies.
  4. Nada do que disse acima é novidade para quem gosta de tecnologia, mas as redes sociais não são formadas apenas por quem gosta de tecnologias. Há todo tipo de pessoa e muitas não sabem disso. A maior parte dos usuários não sabem usar o básico do gerenciamento das redes sociais. O resultado não é bom.
  5. Com a experiência que adquiri concluí que as redes sociais estão matando os blogs. A dificuldade com que eu mesmo escrevo aqui é só um exemplo, mas houve uma época, tal qual em 2005, que não havia redes sociais como hoje. Quem queria comentar uma notícia, fazia em seu blog ou no blog que tinha escrito a notícias primeiro. Enfim, os tempos mudaram, os blogs tradicionais sobreviventes publicam cada vez menos. Os blogs profissionais que sobreviveram estão cada vez mais polarizados. Ainda há boas coisas. Não duvide. Os blogs como termo não vão morrer. Mas você se lembra de como eram os blogs quando eles nasceram ? Eram diários que contavam a vida de um indivíduo. Isso não existe mais (há um pouco, mas apenas um pouco, que ainda faz isso). O termo blog ainda existe, mas o blog como ele nasceu não. Da mesma forma o blog que eu conheci entre os anos de 2005-2009 vai deixar de existir e blog vai ser alguma coisa diferente (que já existe) mas que vai levar o mesmo nome. Os blogs dos dias de hoje são revistas eletrônicas. São até convidados a participar de eventos como a imprensa "oficial". O que eu posso dizer ? Meus parabéns. Continuem assim. Siga em frente. Mas os blogs de hoje são diferentes dos blogs de ontem. E tudo isso só prova o que disse.
Esse blog, como tantos outros, não vai morrer tão cedo. Mas, assim como muitos, vai ter cada vez menor frequência de publicação. Pode haver exceções, mas contra fatos não há argumentos que se sustentem.